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Sistema Circulatório - Sistema linfático
Ter, 06 de Julho de 2010 00:00
C onstitui uma via acessória ao sistema venoso, pela qual líquidos corporais podem fluir dos espaços intersticiais para o sangue. Pode remover proteínas e grandes materiais particulados dos espaços teciduais graças ao grande espaço das fenestrações dos vasos. Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas possui um fluido conhecido por linfa, em vez de sangue.
Os tecidos e órgãos do Sistema Linfático produzem, armazenam e transportam células do sistema imunológico, fazendo parte também desse sistema. Desempenha papel importante nas defesas do corpo contra a infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer. O sistema inclui:
- Medula óssea
- Linfonodos
- Vasos e Capilares linfáticos
- Amígdalas (Tonsilas Palatinas)
- Adenóides
- Baço
- Timo
Linfa
Líquido esbranquiçado ou amarelo claro de composição comparável à do plasma sanguíneo, que circula no organismo em vasos próprios chamados vasos linfáticos e transporta linfócitos. O fluído dos tecido que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células. Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração. Esse líquido possui macromoléculas que não conseguem ser reabsorvidas pelos capilares venosos. Isso ocorre devido a estrutura especial do endotélio linfático, que forma verdadeira válvulas. A linfa tem quase a mesma composição do líquido intersticial, com uma concentração protéica de 3 a 5g/dl. Dois terços de toda a linfa derivam do fígado e do intestino. É um líquido pálido e espesso carregado de gordura e de leucócitos, também chamado de "quilo".
Vasos linfáticos
Conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Todos os vasos linfáticos têm válvulas unidirecionais que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea. Os Vasos passam através dos linfonodos, que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como filtros, confinando organismos infecciosos como bactérias e vírus. Praticamente todos os tecidos do corpo possuem canais linfáticos. Os que não os tem, possuem os chamados pré-linfáticos. Quase toda a linfa é drenada para o duto torácico, que desemboca no sistema venoso. 1/10 do líquido que filtra dos capilares arteriais retorna ao sangue pelo sistema linfático.
Linfonodos
Pequenos órgãos em forma de feijões localizados ao longo do canal do sistema linfático. Armazenam células brancas (linfócitos) que tem efeito bactericida. Quando ocorre uma infecção, podem aumentar de tamanho e ficar doloridos enquanto estão reagindo aos microorganismos invasores. Eles também liberam os linfócitos para a corrente sanguínea. Possuem estrutura e função muito semelhantes às do baço. Distribuem-se em cadeias ganglionares, encontradas no pescoço, axila, fossa poplítea, região inguinal e envolta dos grandes vasos sanguíneos.
Baço
Localiza-se no quadrante superior esquerdo do abdome, por trás das costelas. Em condições normais, não é palpável. É um órgão esponjoso, que funciona como um grande “filtro” de sangue. É no seu interior que são removidas as hemácias defeituosas ou velhas, plaquetas e leucócitos que perderam a função. Está excluído da circulação linfática, interposto na circulação sangüínea e sua drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. O baço é parte importante do sistema imunológico, onde os linfócitos e macrófagos ali presentes têm a oportunidade de entrar em contato com antígenos estranhos e microorganismos que eventualmente ganhem acesso à corrente sangüínea. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático.
Timo
A palavra timo tem origem do grego thúmon, que significa alma, espírito, coração. Foi dado esse nome ao órgão por ele estar localizado no meio do tórax, logo atrás ao esterno, bem próximo ao coração. Tem consistência carnuda, semelhante a moleja de vitelo e cordeiro. Sua cor é variavel, vermelha no feto, branco-acinzentada nos primeiros anos de vida e tornando-se depois, amarelada.
Ao nascimento pesa de 10 a 35g e continua crescendo de tamanho até a puberdade, quando alcança um peso máximo de 20 a 50g. Daí por diante sofre atrofia progressiva indo pesar pouco mais de 5 a 15g no idoso. Essa involução etária é acompanhada por substituição do parênquima tímico por tecido fibroadiposo. O ritmo de crescimento tímico na criança e de involução no adulto é extremamente variável e, portanto, difícil determinar o peso apropriado para a idade. Contudo, mesmo atrofiado, o timo continua a exercer sua função protetora, com a produção complementar de anticorpos.
Em termos fisiológicos, o timo elabora uma substância, a timosina, que mantém e promove a maturação de linfócitos e órgãos linfóides como o baço e linfonodos. Reconhece-se ainda, a existência de uma ou outra substância, a timina, que exerce função na placa motora (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos estímulos neurais e periféricos. Algumas doenças no timo podem comprometer a contração muscular. A hipoplasia adquirida é uma conseqüência normal do envelhecimento, porém pode aparecer bruscamente no jovem como resultado de estresse profundo, má nutrição ou irradiação, e após o uso de medicamentos citotóxicos ou corticoesteróides.
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